Crescimento e evolução

Ouvi certa vez de uma pessoa que a maioria das empresas cresce, mas não consegue evoluir. O comentário desta pessoa dizia respeito à “facilidade” que as empresas têm para crescer – crescimento este que pode facilmente ser medido pelo aumento das vendas, da expansão da carteira de clientes, pelo aumento da produção, etc. Mas o fato é que este crescimento não necessariamente corresponde à evolução.

A evolução, neste contexto, diz respeito ao que a empresa consegue quando cria um bom clima organizacional, quando nutre um ambiente de respeito e profissionalismo com seus colaboradores, clientes, fornecedores. Enfim, quando forma vínculos que se transformam em parcerias e que levam as empresas à excelência. Empresas que crescem não necessariamente evoluem, mas empresas que evoluem são as que crescem e que atraem e retêm os bons profissionais.

Embora este comentário tenha sido feito sobre as empresas, penso que é muito oportuno falarmos sobre esta relação entre crescimento e evolução no contexto pessoal e profissional, afinal as empresas são organismos vivos, que pulsam, somente porque nelas há pessoas que vibram e pulsam. Então eu acredito que nada é tão natural quanto vincularmos a evolução das empresas à evolução das pessoas.

Todos os profissionais buscam crescimento profissional. Os profissionais graduados buscam utilizar as prerrogativas que o título lhes da a fim de buscar crescimento profissional, afinal de contas o objetivo dos cursos superiores é dar as condições para que os profissionais cresçam por meio do conhecimento que foi adquirido.

E notem que eu saliento a palavra crescimento, porque é importante saber se, de fato, evoluímos enquanto pessoas/profissionais durante a nossa carreira. Será que a vivência profissional permite que as pessoas evoluam? Todos temos uma noção clara da importância da conduta ética e profissional no ambiente de trabalho? Temos noção da importância do respeito às pessoas e da importância de criarmos e mantermos laços profissionais baseados em valores éticos? Será que agimos assim? Será que estimulamos isso nas nossas relações de trabalho? Ou será que nossa preocupação está ligada somente às metas a serem batidas, aos prazos a serem cumpridos ou ao networking que queremos fazer?

Se a resposta a essas perguntas for positiva, podemos ter certeza que estamos agregando valor à nossa carreira e à organização na qual trabalhamos, o que fará a diferença no mercado de trabalho. Assim faremos as empresas evoluírem, não só crescerem. Até porque sempre será cobrada do profissional graduado uma atuação que faça com que elas pulsem e vibrem positivamente. Seremos cada vez mais responsáveis por criarem as condições necessárias para que as empresas evoluam. Seremos os agentes responsáveis por isto.

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Sobre Fabiano Goldacker

A Ponte ao Futuro é onde eu consigo aliar minha vocação com a minha paixão, que são as pessoas. Trabalhar com pessoas e desenvolver equipes é uma grande paixão, e depois de mais de dez anos atuando como gestor de grandes equipes acabei descobrindo que essa também é minha vocação. Unir essa vocação com a minha paixão faz com que surja um sentimento muito nobre, o qual eu quero contribuir para que as pessoas encontrem: a realização profissional.
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